Sinto frio em um longo e tenebroso inverno...
Penso nas pessoas do passado e acho até que deveria ser feliz
Olho para o lado e estou só
O que fez com que todos se afastassem?
Não sei... o certo é que não estão mais aqui
Tento caminhar mas meus pés estão congelados
A neve é espessa e meu olhos mal podem ver o horizonte
Apesar do frio o que me dói mais é a solidão
E vejo que eu nunca fora tão bom quanto quisera ser
A inércia me fez triste por não ser ninguém depois de tantos anos...
De repente uma geleira se derrete na montanha e forma uma imensa avalanche que desmorona em minha direção
Então acordo...
E é verão... tenho meus afazeres e um amor a construir
Tenho meus deveres e uma vida pela frente
Tenho um sorriso no canto da boca esperando por se tornar uma gargalhada
E apenas uma gota de suor na testa me faz lembrar do meu desespero
Então, eu choro de alegria e gratidão
E agradeço pela minha vida sorrindo até mesmo sem motivo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
gust + avo = gustavo
Estou num novo começo de relacionamento...
E estou tendo que aprender o que jamais quis:
Ser pela metade!
Eu que sempre me fiz por inteiro (ou pelo menos tentei me fazer) venho observando que as pessoas tem velocidades diferentes... e que, na sua maioria, são cautelosas demais...
Talvez por ingenuidade mesmo, sempre acreditei demais no ser humano e acho que até tenho sorte porque não houve uma vez sequer que isso tenha me prejudicado... se houve, não consigo me lembrar agora...
Mas ela é diferente... ela é tão alto astral que me dá a impressão de que ela vive apenas a metade...
Ela ama pela metade... (a mim)
Ela sofre pela metade... (pelo ex)
E ela trabalha por inteiro... o que, de acordo com minhas vivências, é viver pela metade.
E o fato é que me parece que ela está realmente bem na vida...
Assim, venho aprendendo a ser pela metade...
Pois acho mesmo que, se eu reduzir minha existência aos pequenos afazeres da vida, esses afazeres terão mais chance de serem concretizados...
Então, por agora, não serei mais eu mesmo... serei apenas uma de minhas facetas... no caso, um estudante de mestrado... assim, talvez, eu consiga terminar a minha dissertação em tempo hábil.
Ass: Gust
E estou tendo que aprender o que jamais quis:
Ser pela metade!
Eu que sempre me fiz por inteiro (ou pelo menos tentei me fazer) venho observando que as pessoas tem velocidades diferentes... e que, na sua maioria, são cautelosas demais...
Talvez por ingenuidade mesmo, sempre acreditei demais no ser humano e acho que até tenho sorte porque não houve uma vez sequer que isso tenha me prejudicado... se houve, não consigo me lembrar agora...
Mas ela é diferente... ela é tão alto astral que me dá a impressão de que ela vive apenas a metade...
Ela ama pela metade... (a mim)
Ela sofre pela metade... (pelo ex)
E ela trabalha por inteiro... o que, de acordo com minhas vivências, é viver pela metade.
E o fato é que me parece que ela está realmente bem na vida...
Assim, venho aprendendo a ser pela metade...
Pois acho mesmo que, se eu reduzir minha existência aos pequenos afazeres da vida, esses afazeres terão mais chance de serem concretizados...
Então, por agora, não serei mais eu mesmo... serei apenas uma de minhas facetas... no caso, um estudante de mestrado... assim, talvez, eu consiga terminar a minha dissertação em tempo hábil.
Ass: Gust
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
E ela se foi...
E ela se foi...
Sabia que não, mas queria tanto que até acreditava que era minha...
Até sei que poderia ser, mas sei, também, que eu não deveria querer
Sofro pela distância..
Conheci o nome do amor
E foi de uma maneira que fugiu tanto à razão, que os esforços se tornaram vãos...
Amei abruptamente e me vi mesmo cercado por ele
Mas foi impossível domar a fera que, em contrapartida, pensava pouco... muito pouco mesmo.
E foi assim até o último dia...
Até o dia em que ela partiu
Mas em meus sonhos ela continua intácta e sensível
Lá ela pensa
Lá ela conversa
Lá ela abraça
Lá ela chora sem berrar... chora baixinho... chora mansinho...
Lá no meu sonho a gente chora junto.
Sabia que não, mas queria tanto que até acreditava que era minha...
Até sei que poderia ser, mas sei, também, que eu não deveria querer
Sofro pela distância..
Conheci o nome do amor
E foi de uma maneira que fugiu tanto à razão, que os esforços se tornaram vãos...
Amei abruptamente e me vi mesmo cercado por ele
Mas foi impossível domar a fera que, em contrapartida, pensava pouco... muito pouco mesmo.
E foi assim até o último dia...
Até o dia em que ela partiu
Mas em meus sonhos ela continua intácta e sensível
Lá ela pensa
Lá ela conversa
Lá ela abraça
Lá ela chora sem berrar... chora baixinho... chora mansinho...
Lá no meu sonho a gente chora junto.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Expectativas...
Hoje me angustia bastante os rumos que venho dando pro meu mestrado.
Sei que tenho que estudar muito, mas já está ficando chato essa "forçassão-de-barra"...
Vou continuar me esforçando pra quem sabe colher os frutos deste título...
Mas o fato é que eu já nem me vejo exercendo a função de psicólogo...
Acho mesmo que estar escrevendo essa dissertação é uma justificativa para o social...
É o que me faz parecer ser um terráqueo assim como todo mundo, mesmo sabendo que sou de outro planeta...
Olho para as pessoas à minha volta e não me enxergo mais na função que esperam de mim...
Quem me dera ter escolhido outros caminhos...
Será que ainda dá tempo? Sei que sim... mas falta força!
Espero poder escolhe-los...
Espero trilha-los sem o fardo que hoje achata minhas costas...
Rezo pra que isso aconteça apesar da minha falta de fé...
O medo da rejeição me persegue... sei que ser músico é viver no mundo dos sonhos... e que ninguém deseja um companheiro que não aterrissa nunca...
No fim das contas é tudo uma questão de afastar a solidão...
Descrente do amor cego, sei que tenho que ser alguém para ser amado...
"Vai lá Gustavão! Segura o manche, aperte o cinto e prepare-se para a aterrissagem!"
Sei que tenho que estudar muito, mas já está ficando chato essa "forçassão-de-barra"...
Vou continuar me esforçando pra quem sabe colher os frutos deste título...
Mas o fato é que eu já nem me vejo exercendo a função de psicólogo...
Acho mesmo que estar escrevendo essa dissertação é uma justificativa para o social...
É o que me faz parecer ser um terráqueo assim como todo mundo, mesmo sabendo que sou de outro planeta...
Olho para as pessoas à minha volta e não me enxergo mais na função que esperam de mim...
Quem me dera ter escolhido outros caminhos...
Será que ainda dá tempo? Sei que sim... mas falta força!
Espero poder escolhe-los...
Espero trilha-los sem o fardo que hoje achata minhas costas...
Rezo pra que isso aconteça apesar da minha falta de fé...
O medo da rejeição me persegue... sei que ser músico é viver no mundo dos sonhos... e que ninguém deseja um companheiro que não aterrissa nunca...
No fim das contas é tudo uma questão de afastar a solidão...
Descrente do amor cego, sei que tenho que ser alguém para ser amado...
"Vai lá Gustavão! Segura o manche, aperte o cinto e prepare-se para a aterrissagem!"
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
No dia da minha redenção
Quando o dia de minha redenção chegar
Irei dizer a todos os homens que este sou eu
Irei falar que a vida tem sentido
E que há males que vem para o bem
Quando o dia de minha redenção chegar
Irei declamar poesias otimistas
Serei nobre e cordial
até mesmo com os meus mais profundos sentimentos
Serei amante dos homens
Serei um nobre marido
Serei patriota e não mais reclamarei
de meus sonhos perdidos
Quando o dia da minha redenção chegar
Não sofrerei por antigos amores
Não reclamarei da solidão
da insegurança inerente
Não terei iniciativas inermes e nem me queixarei de meus dias consecutivos
Não irei maldizer os bem acalentados
Não invejarei os que acima se encontram
Não me olharei com vãs piedades
E nem me sentirei pequeno
Quando o dia de minha redenção chegar
Eu serei senhor de meu tempo
Eu falarei com a voz grossa de quem sabe o que diz
Serei um nobre de escudeiro e por ele terei amor
Enfrentarei toda a dor de quem a mim rodear
Farei isso e muito mais
No dia que minha redenção chegar.
Irei dizer a todos os homens que este sou eu
Irei falar que a vida tem sentido
E que há males que vem para o bem
Quando o dia de minha redenção chegar
Irei declamar poesias otimistas
Serei nobre e cordial
até mesmo com os meus mais profundos sentimentos
Serei amante dos homens
Serei um nobre marido
Serei patriota e não mais reclamarei
de meus sonhos perdidos
Quando o dia da minha redenção chegar
Não sofrerei por antigos amores
Não reclamarei da solidão
da insegurança inerente
Não terei iniciativas inermes e nem me queixarei de meus dias consecutivos
Não irei maldizer os bem acalentados
Não invejarei os que acima se encontram
Não me olharei com vãs piedades
E nem me sentirei pequeno
Quando o dia de minha redenção chegar
Eu serei senhor de meu tempo
Eu falarei com a voz grossa de quem sabe o que diz
Serei um nobre de escudeiro e por ele terei amor
Enfrentarei toda a dor de quem a mim rodear
Farei isso e muito mais
No dia que minha redenção chegar.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Caso perdido.
Entusiasmo é meu nome para esconder a tristeza.
Algumas vezes na vida temos q desistir de pessoas que de fato se negam a pensar...
Ou talvez nem dêem conta mesmo...
O fato é que até as criancinhas de pré aprendem a resolver os problemas conversando...
Algumas pessoas não aprendem a lição e continuam a se debater com qualquer tipo de desavença...
Lutei até a morte para acertar os pontos com uma pessoa desse tipo...
"Mas Jacaré escuta? Nem eu..." como diria Macunaíma de Mario de Andrade.
E o limite de meu cansaço me fez perceber que a luta já estava perdida e que os esforços eram vãos.
É a primeira vez que isso acontece comigo. Mas já haviam me alertado sobre o excesso de mimos dela.
Eu fico é com dó. Sei que esse sentimento e desprezível para muitas pessoas mas não me resta muita opção.
Algumas vezes na vida temos q desistir de pessoas que de fato se negam a pensar...
Ou talvez nem dêem conta mesmo...
O fato é que até as criancinhas de pré aprendem a resolver os problemas conversando...
Algumas pessoas não aprendem a lição e continuam a se debater com qualquer tipo de desavença...
Lutei até a morte para acertar os pontos com uma pessoa desse tipo...
"Mas Jacaré escuta? Nem eu..." como diria Macunaíma de Mario de Andrade.
E o limite de meu cansaço me fez perceber que a luta já estava perdida e que os esforços eram vãos.
É a primeira vez que isso acontece comigo. Mas já haviam me alertado sobre o excesso de mimos dela.
Eu fico é com dó. Sei que esse sentimento e desprezível para muitas pessoas mas não me resta muita opção.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Pra onde tenha sol...
Sóbria e fortunadas decisões que se precisa tomar na vida
Minha onda é mais devaneios
Espécie de Peter Pan no qual não me orgulho
Existem piores que eu...
Mas isso não é justificativa pra se ter defeitos
Quero o gosto pelo trabalho
Quero a força de um jovem adulto
Quero ser vivo e dono de minhas vontades
Quem me dera ser senhor de meu tempo
Minha onda é mais devaneios
Espécie de Peter Pan no qual não me orgulho
Existem piores que eu...
Mas isso não é justificativa pra se ter defeitos
Quero o gosto pelo trabalho
Quero a força de um jovem adulto
Quero ser vivo e dono de minhas vontades
Quem me dera ser senhor de meu tempo
Assinar:
Comentários (Atom)
