terça-feira, 17 de julho de 2007

A espera

Solidão
Apenas a espera por uma ligação
A segurança de recebê-la
Faz com que a espera se torne uma constante...
A vontade de ligar ou a obrigação de jogar?
Seria mais fácil se a honestidade do sentimento ditasse as regras
Mas a vida é um jogo e eu não quero perder...
Não quero perdê-la
Nem a vida, nem minha amada
Espero que tudo dê certo
Mas temo que fuja do meu controle
E depender é sempre muito ruim
Acho que até posso ser otimista
Mas tremo como vara verde
Impotente eu me consumo
Sou consumido por meus sentimentos
Carência é uma realidade
E pessoas se prestam a terríveis relacionamentos para se livrarem dela
Mas é uma saída tão equivocada quanto a própria existência

"E ela continua sem ligar..."

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Que "pena"...

Estou no princípio de um novo relacionamento...
Ela é bonita e fria...
Eu diria uma pedra de gelo...
Isso me faz pensar no que realmente importa num relacionamento entre duas pessoas...
Ela voa tão alto que tem o tom da alienação... inatingível!
Então, faço poesia parafraseando Milan Kundera:


A INSUSTENTÁVEL LEVEZA D'OCÊ

Bem de leve
De tão brando quase falta sentido
Sem sentido
Peso pluma
Sempre se faz de rogada
Nunca alerta
Boca aberta
Pouco ou demasiado esperta
Minha porta entreaberta pr'uma festa de grande volume
Incólumes as tardes que eu passo sem te ver
Desertas são as frases que tenho pra oferecer
Talvez seja imaturidade
Só farra de meia idade
Ou a simples metade que eu tenho pra crescer
São muitas as notícias que chegaram de você
E mais são as notícias que nunca chegaram
E em que pé que eu fico aqui?
Sentado, quase calado e talvez cansado de esperar por ti