sábado, 15 de setembro de 2007

Espelho

Se de corações abertos o mundo precisa
Eu precisaria ainda mais de um...
Se acha necessário que eu me explique
Vou achar que só deve estar brincando
Névoas brincadeiras onde há sinceridade
Leves como o vento são as frases solitárias
Se o que prefere é fingir não escutar
Calo-me mas com um coração a menos
Sei que não faria tanta diferença
Sei desse refluxo ar de pouca crença
Sei do amor nunca compartilhado
Sei da dor da pura ilusão
Se não poderia dizer que se arriscou
Sei que é pobre o homem com o seu amor
Sei da hipocrisia do meu egoísmo
Rio de narciso só pra refletir

Peço podres pra me envenenar
Peço ruas para vadiar
Peço amores pra poder me olhar
E me despeço!

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