terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Nada a declarar...

Queria poder expressar minha franqueza
A força de vontade passa longe
Sei que teria que partir de mim
Mas não parte
Sofro por não estar dando conta
Que dia descobrirão? Se é que já não perceberam...

Queria ser nobre... forte nem se fale...
Sou capaz de tomar uma surra sem bater
Sair do comodismo me dá medo
E nesse ensejo é que procuro me descrever...
A tentativa é de um autoconhecimento
Mas sei que adianta muito pouco se eu não me implicar
Queria ter sabias palavras a me dizer
Mas só tenho pobrezas a escrever...
Sinto até mesmo que falta inspiração pro blog...
Nem reclamar eu consigo...
A inércia tomou conta e isso é um perigo...

O que as pessoas fazem quando estão em perigo?
Lutam ou correm? Matam ou morrem?
Encontro-me sempre na segunda opção...
Tomara que ainda haja esperanças...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ama dure ser

Arrebento-me
E penso que é só por um instante
Mas vejo que é constante
Então eu me desdobro

E nego a mim mesmo
Pra ver se me faço bem
Saboto minha vontade
Pra fugir de minha inércia

Mas não me encontro
Pois não sei quem sou
Sem meus valores
Sem minhas dores

Doce mundo amargo da verdade
Sinto até saudade do antigo
Mas prefiro encarar a realidade
E, se me queixo de minha maldade...

...é por carência!
E só carência...